
Sozinha em meio a mil pessoas, assim ela se sente.
A garota é ouvida, vista e entendida, mais jamais sentida.
Quem a vê sorrindo, não sabe ou percebe tamanha esforço que ela faz para conseguir tal, se ela sorri é para deixar alegre aqueles que as amam, e não deixar quem não gosta dela exultante, mas tudo não passa de uma farsa , uma farsa que ela alimenta para o seu própio bem estar, ela não quer ter de explicar as suas tristezas, não quer explicar porque a sua alma insiste em chorar. Aprisionada, feita refém em suas própias escolhas, como uma detenta que não sabe ao certo quando será livre, como uma detenta, ela projeta, calcula e executa seu plano de fuga , sem nunca obter êxito, mas assim como uma detenta, ela continua presa e acorrentada aos seus atos e escolhas passadas, e assim não podendo nunca sentir a alma libertada para a vida.

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