Mesmo dentro de casa, nada mais me pareçe aconchegante o suficiente, seguro o suficiente, eu estou á deriva e ninguém pode me salvar , porque eu fantasiei o vilão de herói, e achei que ele ia seguir as minhas fantasias, e o único que pode me salvar é aquele que me pôs em perigo. E como não posso mais ficar presa em casa, saio sozinha e estou melhor assim, sentada no bando da pracinha que está tão vazio quanto eu, não há sol, o céu antes azul agora estava coberto por nuvens negras,e a brisa fresca se tornou um vento incenssível, veloz e terrível, que bate em meu rosto leva meus cabelos e esfria meu coração ja congelado. E por fim a gora d'agua, ou as gotas d'agua : começa a chover, no inicio gotas fracas caem, gotas fracas e tristes, insuficientes até para molhar meu cabelo ou meu rosto, mas logo a chuva se torna mais forte, mais potente, mas espessa, e o vento que richocoteia meus cabelos se torna incansável,cada vez mas forte, cada vez pior. Meu rosto era agora tomado por gotas de chuva, e me vejo forçada a voltar, não há abrigo seguro mais eu ainda posso tentar, então me levanto e corro, corro com o vento cada vez mais forte contra mim, com as poças se formando, me ameaçando cair, com a chuva me molhando, com o ar me faltando,apenas meus passos ecoam pelas ruas, apenas minha respiração ofegante procurando um lugar para sair. Mas não há para onde ir, por mais que eu procure nunca haverá um refúgio tão seguro quanto seus braços, um guarda-chuva tão protetor quanto suas palavras e uma alegria tão grande quanto sua presença.
E agora eu fui privada disso pra sempre , e as lagrimas assim como a chuva caem sem parar .


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