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domingo, 12 de dezembro de 2010

VAZIO.

                     
E assim se foi, para longe dos lábios meus, voar solitário como sempre voou, parar aqui ou ali e permanecer submerso em sua solidão.
Quando acaba, fica um vazio que não se entende. Antes queria que acabasse para que findasse também o sofrimento. E depois que finda, vira uma saudade doce e melancólica.
E assim é que se sente que é amor. Quando a paz parece doer mais do que a própria tortura a que se estava acometido antes. Mas dói demais, é muito fundo, não há ser humano que cure a dor da separação.
De vez em quando ouço as músicas, ou vou à janela sentir o cheiro, abro os ouvidos para ouvir ruídos, abraço a mim mesma para sentir o abraço. Triste. O abandono ultrapassa o que se chama de ferida. É como se a alma tivesse saído do corpo e ficasse vagando por aí, na esperança de encontrá-lo e reacender a paixão. Mas o que se apaga nada acende.
Num canto ou outro uma lágrima escapa. No silêncio da madrugada, na bruma da manhã, no Sol do meio-dia, atrás das flores que se exalam, sim, lágrimas jorram.

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